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Tour HT por Poços de Caldas, em Minas Gerais: as maiores riquezas são as águas termais e um passado repleto de muitas histórias

A cidade, que fica no Sul de Minas Gerais e a 120 km de Campinas, foi sede da 11ª edição do Sorriso do Bem, evento anual de Fábio Bibancos e o time da Turma do Bem. Assim como a proposta da ONG do cirurgião-dentista, o município também tem a saúde e a alegria como marcas históricas. "As pessoas vêm porque sabem que vão trabalhar em algo que lhes dá muito prazer, que é um tratamento para a alma, e depois vão se divertir muito. Eu acho que isso deixa todo mundo com uma sensação leve e gostosa", disse Bibancos

Publicado em 13 de novembro de 2016 | Por Heloisa Tolipan

Um paraíso mineiro. Poços de Caldas é um município no Sul de Minas Gerais, com cerca de 150 mil habitantes que tem as águas termais como estrelas e atrativos. Além das construções, do clima e das paisagens naturais, o município que fica a 120 km de Campinas (SP) é tradicionalmente conhecido pela riqueza de suas águas sulfurosas que, durantes décadas, atraíram a mais alta elite brasileira para tratamentos de saúde. Antes de contar os detalhes da história da cidade, o HT explica porque viemos conhecer cada cantinho de Poços de Caldas: em 2016, Fábio Bibancos e sua Turma do Bem escolheram o município mineiro para realizar a 11ª edição do Sorriso do Bem, evento anual da ONG que reconhece o trabalho e o engajamento dos dentistas voluntários. A sede do evento foi o histórico Palace Hotel. Erguido na década de 20, o prédio é parte de um conjunto arquitetônico composto ainda pelo Palace Cassino e as Thermas Antônio Carlos.

Palace Hotel (Foto: Poços de Caldas (MG) - Henrique Fonseca)

Palace Hotel (Foto: Poços de Caldas (MG) – Henrique Fonseca)

Em um passeio pela belíssima cidade que está a mais de mil metro de altura, o turismólogo André Luiz Fernandes Dourador explicou a HT a razão e a origem dessa riqueza milagrosa que já curou tantas pessoas. A história da descoberta das primeiras fontes e nascentes data do século XVII. “Essas águas brotam da terra a 38°C por pressão natural, porque Poços de Caldas é a única cidade deste planalto que está dentro do que seria a caldeira de um vulcão. No terciário, a última glaciação, na formação deste planalto, esse material se solidificou antes que houvesse uma explosão. Por isso que nós temos uma caldeira vulcânica e não um vulcão propriamente dito”, explicou André que também atribui à formação geológica a pressão da região e a existência de pedras raras e minérios na cidade.

O turismólogo André Luiz Fernandes Dourador em frente ao Palace Hotel (Foto: Poços de Caldas (MG) - Henrique Fonseca)

O turismólogo André Luiz Fernandes Dourador em frente ao Palace Hotel (Foto: Poços de Caldas (MG) – Henrique Fonseca)

O Palace Hotel recebeu inúmeras personalidades históricas e chefes de Estado, como Getúlio Vargas, o interventor de Minas Gerais durante o Estado Novo, Benedito Valadares, e o presidente Juscelino Kubitschek. Dentre os artistas que passaram pelo Palace Casino naquela época áurea incluem-se Silvio Caldas, Carmen Miranda, Orlando Silva e Carlos Galhardo. Estiveram também em Poços de Caldas Rui Barbosa, Santos Dumont, o poeta Olavo Bilac e o romancista João do Rio. É reconhecido como Patrimônio Histórico e Arquitetônico de Poços de Caldas e Eduardo Pederneiras, idealizador do projeto, optou por um estilo neoclássico. O paisagismo do conjunto é assinado por Reynaldo Dierberger, que criou a Praça Getúlio Vargas e o Parque Affonso Junqueira.

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Para o turismólogo, essa opção de Fábio Bibancos pela cidade pode ser explicada pela relação de Poços de Caldas com a saúde e os tratamentos naturais que fogem do padrão. “A escolha da Turma do Bem por Poços de Caldas tem muito a ver com toda a questão de saúde que temos aqui. Esse complexo que tem na cidade foi instalado por uma questão de saúde pública e bem-estar. As pessoas vinham para cá para cuidar das doenças, mas também da mente. Da mesma forma que a Turma do Bem faz todo esse tratamento com os dentes das pessoas, nós tentamos fazer com os nossos serviços termais. Esta é a forma do município de ajudar as pessoas”, analisou André Dourador.

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E ele estava certo. Fábio Bibancos contou ao HT que, dentre todas as cidades possíveis do Brasil, ele escolheu levar o Sorriso do Bem para Poços de Caldas por causa desse histórico da cidade. “A escolha pelo local mistura um pouco com a minha própria história, porque eu vinha aqui quando pequeno com o meu avô e meus pais passaram a lua de mel em Poços também. Depois, lendo mais sobre a cidade, eu vi sobre o conceito de saúde do local. No Palace Hotel, onde ocorreu o evento, as pessoas tratavam da saúde das 9h às 15h e, depois deste horário, os pacientes eram obrigados a se divertir. Elas tinham que ir para o cassino e para o baile como uma forma de tratamento mesmo. E isso me comoveu muito, porque é um pouco como eu toco a Turma do Bem. As pessoas vêm porque sabem que vão trabalhar em algo que lhes dá muito prazer, que é um tratamento para a alma, e depois vão se divertir muito. Eu acho que isso deixa todo mundo com uma sensação leve e gostosa. E é por isso que as pessoas fazem durante um ano inteiro um trabalho voluntário gigantesco porque, no final, sabem que são recompensadas com esse abraço e emoção”, justificou Fábio Bibancos.

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Thermas Antônio Carlos (Foto: Poços de Caldas (MG) - Henrique Fonseca)

Thermas Antônio Carlos (Foto: Poços de Caldas (MG) – Henrique Fonseca)

Introdução e explicações devidamente dadas, é hora de conhecermos a fundo a história de Poços de Caldas. Para a história escrita, a cidade começou a ser frequentada em 1780, quando o naturalista e viajante francês Auguste Saint-Hilaire fez o primeiro registro durante suas viagens pelo interior do Brasil. “Ele passou por aqui e descobriu os poços de águas termais. Segundo relato, ele via que os animais doentes ficavam perto desses poços de águas quentes e que saiam dali curados”, disse André Dourador. Depois de Saint-Hilaire, o turismólogo contou que foi a vez da família Junqueira explorar a região depois de solicitar e conseguir sesmarias do Império. “A família trabalhava com mineração em uma região perto de Belo Horizonte que, depois de acabar as reservas, decidiu vir para Poços de Caldas para criação de gado e plantação de café. Depois de conseguir as sesmarias, eles se estabeleceram aqui e começaram a explorar a terra. No entanto, quando o patricarca, Joaquim Bernardes da Costa Junqueira, morreu, ele dividiu as terras entre os 13 filhos. E a parte que hoje é a cidade foi a herança do filho mais novo, Agostinho”, detalhou.

Com o passar do tempo, outras famílias passaram a ocupar as terras da região de Poços de Caldas. Em função disso, em 1870, o governo do estado de Minas Gerais decide desapropriar a herança de Agostinho Junqueira para fazer dela um núcleo urbano. “Ciente disso, ele se antecipa e doa uma parcela das terras para o que hoje é a cidade de Poços de Caldas. Então, o que vemos aqui é um município diferente dos tradicionais, porque não temos uma igreja no centro da cidade com uma fonte de água. Nós temos um hotel, um balneário e um cassino, com a igreja um pouco fora do centro. Ou seja, já é uma situação diferente das cidades da época da colonização”, contou André Dourador.

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Para explicar o crescimento e a história de Poços de Caldas, precisamos dar um pulo no tempo, como explicou o turismólogo que nos acompanhou nessa deliciosa viagem. O próximo marco a ser descoberto é a construção do Complexo Hidrotermal. “No final do século XIX, em função do grande número de pessoas que procuravam a cidade para tratamento de saúde, o governo do estado resolve enviar o médico termalista Dr. Pedro Sanches de Lemos para a Europa para que ele conhecesse os principais centros termais e descobrisse como funcionavam, para saber como deveria ser construído aqui no Brasil. Então, Poços de Caldas é considerada a percursora neste aspecto, é a primeira cidade a ter um centro termal do país”, destacou André que acrescentou que já havia balneários termais antes da construção deste complexo. “Em 1826, o político Antônio Carlos Ribeiro de Andrada encomenda do arquiteto Eduardo Pederneiras a construção do Centro Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas, que é composto pelo Palace HotelThermas Antônio CarlosPalace Cassino, Praça Pedro Sanches e  Parque José Affonso Junqueira”, completou.

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Esta obra, que é uma das construções mais importantes para a história e arquitetura da cidade, durou mais de 100 anos para ser concluída. Os cincos projetos começaram a ser feitos em 1827 e só terminaram em 1930. O Complexo Hidrotermal de Poços de Caldas foi inaugurado no começo de 1931 e passou a funcionar como um grande hospital a céu aberto para o tratamento de vários tipos de doenças. “Esses pacientes ficavam de 21 dias a três meses se cuidando, se hospedavam no Palace Hotel e faziam os tratamentos nas Thermas Antônio Carlos, geralmente duas vezes ao dia”, acrescentou o turismólogo que contou  quais tipos de doenças eram tratadas com as águas de Poços de Caldas. “Esses tratamentos serviam tanto para casos mais corriqueiros e comuns, como também para os infectocontagiosos, inclusive lepra”, completou sobre as doenças curadas que estão catalogadas no Museu Histórico.

De todas essas pessoas que procuravam a riqueza de Poços de Caldas como forma de tratamento alternativo estavam, em comum, o pertencimento a alta elite brasileira. Mas André Dourador nos contou que esses pacientes eram divididos em três grupos. “As Thermas atendiam a três públicos diferentes: os que tinham problemas de pele, os que tinham doenças infectocontagiosas e as pessoas com aparência repugnante, que eram atendidas em um espaço totalmente fechado com entrada somente pelos fundos. Normalmente, esses pacientes eram os leprosos que iam buscar tratamento”, listou.

Mas por que todas essas pessoas iam para Poços de Caldas em busca de tratamentos de saúde? Como o turismólogo destacou, a cidade possui uma água especial em função da formação geológica da cidade. Na prática, essa riqueza é quase um milagre para a nossa pele. “O que nós sabemos da composição delas é que tem bastante concentração de enxofre e, por isso, elas trazem esses benefícios. Quando tomamos banho aqui, a nossa pele fica um pouco diferente, parece que passamos creme hidratante. Porém, aqui nunca podemos entrar com nada de metal no banho senão escurece tudo. Então, se alguém estiver com um brinco de prata, vai sair preto que nem carvão”, alertou.

Além das águas milagrosas de Poços de Caldas, os médicos termalistas da região acreditavam em um outro tipo de tratamento complementar: a diversão. Para isso, o cassino da cidade foi construído como forma de proporcionar momentos de alegria e relaxamento para aqueles que estavam com problemas de saúde. “Os médicos termalistas acreditam que, para um tratamento ser eficaz, não basta só ficar hospedado em um hotel e tomar os banhos e injeções com esta água. Eles sempre indicaram, além dos procedimentos médicos, a diversão como uma estratégia de tirar o foco da doença e aproveitasse o tempo do tratamento. Para isso, o cassino foi construído com um restaurante, dois salões de jogos, um salão de baile e um teatro. Normalmente, as peças eram de comédia ou musicais e todas as noites tinham bailes. Então, as pessoas tinham uma rotina de vir ao cassino todo dia às 18h, jantar no restaurante, depois ir ao teatro, baile e, por último, jogar. E, no outro dia, começava o tratamento todo de novo”, contou.

A Turma do Bem que se reuniu em Poços de Caldas para o evento Sorriso do Bem também promoveu uma festa em clima dos anos 70 batizada Love Train, com direito a cortejo com jardineira saindo do hotel rumo à boate Led, cujas carrapetas foram comandadas pelo DJ Johnny Luxo.

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Mas o tempo passou e tradição foi um pouco esquecida. Infelizmente, André Dourador contou que o turismo da região não tem mais a busca pela água termal e sulfurosa como principal razão. “Mas isso está começando a mudar. Nós temos algumas pesquisas na cidade que mostram que a busca dos turistas pelo termalismo está crescendo cada vez mais. Essa procura ficou parada por muitos anos”, lamentou.

No entanto, as Thermas Antônio Carlos continuam abertas. Atualmente, o espaço que já foi uma estação de cura de dezenas de pessoas hoje oferece hidroginástica, banhos de imersão e de hidromassagem com cromoterapia, ofurô de água termal, massagem e escalda-pés. Para tentar atrair visitantes para aproveitar a riqueza desta água sulfurosa, o governo do município investiu em uma nova iniciativa. “Tem um programa que foi recentemente implantado chamado ‘Escapada Termal’, que consiste em quase 20 serviços em um único fim de semana”, contou o turismólogo da cidade que reforçou a importância desta valorização natural de Poços de Caldas. “Eu acho que o maior patrimônio do município é a água. A cidade nasceu e sobreviveu por todas essas décadas em função dessa riqueza líquida. Este é o nosso maior tesouro. Por mais que tenhamos outros atrativos turismo, a gente nunca pode esquecer de onde viemos. O nosso foco é e tem que ser a água”, destacou.

Em Poços de Caldas há fontes em diversos espaços da cidade (Foto: Poços de Caldas (MG) - Henrique Fonseca)

Em Poços de Caldas há fontes em diversos espaços da cidade (Foto: Poços de Caldas (MG) – Henrique Fonseca)

Inacreditavelmente, mesmo a história de Poços de Caldas sendo marcada pelas construções que tinham as águas termais como atrativos, André Dourador contou que não são todos os habitantes da cidade que conhecem e frequentam esses espaços. “Muito moradores nunca entraram nesses prédios. Nos anos 1940, por esses locais terem sido frequentados principalmente pela elite, os habitantes da cidade não se sentiam à vontade para participar disso. Eles achavam que não estavam à altura”, explicou.

Em uma tentativa de popularizar o tratamento com as águas termais e sulfurosas, a prefeitura de Poços de Caldas é responsável por mais de 15 mil atendimentos gratuitos à população da cidade. Segundo o turismólogo, esse esforço do governo local inclusive foi reconhecido em um congresso de termalistas realizado no México, que é o encontro da área considerado o mais importante do mundo. “No mundo, não existe esse termalismo social tal qual fazemos aqui em Poços de Caldas. Em todas as outras estâncias termais do planeta não há qualquer tipo de atendimento gratuito. Aqui, o médico indica o tratamento termal e a pessoa vai com a guia no Sistema Único de Saúde e faz o pedido. Só que para o SUS pagar o município pelo serviço, é necessário que um médico termalista avalie o paciente. E o problema está aí. Hoje, nós quase não temos profissionais com essa especialidade. Então, quem acaba pagando pelo tratamento é o próprio município, porque o SUS não repassa essa verba. Por isso que as outras estâncias não fazem esses procedimentos”, justificou sobre os atendimentos que costumam tratar de doenças de peles, dos rins e sinusite.

Com o esforço coletivo para fazer da água de Poços de Caldas novamente o chamariz para a cidade, André Dourador contou que as razões que levam os turistas para o município estão mudando. Mas engana-se quem pensa que esta será a primeira vez que esses motivos se alteram. Em todas essas décadas de história de Poços de Caldas, a cidade foi marcada por três eras diferentes de visitação. “No início, da década de 1920 aos anos 1940, a principal razão era o turismo de saúde. As pessoas vinham para cá somente para se tratar. Já nos anos 1940, com a distribuição da penicilina, o tratamento termal reduziu. Nesta época, nós tínhamos 12 cassinos em funcionamento na cidade. Então, as pessoas continuaram vindo, só que naquele momento era só pela diversão. Além dos cassinos, nós tivemos muitos shows de grandes artistas aqui, como Carmen Miranda, Oscarito, Grande Otelo e Dercy Gonçalves. Porém, em 1946, nós tivemos um choque com o fechamento desses 12 cassinos ao mesmo tempo por causa da proibição do jogo”, explicou.

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Nos anos 1960, Poços de Caldas passou a ser o destino preferido dos casais em lua-de-mel. Para André Dourador, esse boom romântico está relacionado a nova proposta do município: Poços de Caldas passou a ser a cidade das rosas. “Eu acho que isso está relacionado com a tranquilidade da cidade. A infraestrutura que Poços já tinha atraiu esses casais e renasceu um pouco o turismo local”, avaliou o turismólogo.

Poços de Caldas, a cidade das rosas (Foto: Poços de Caldas (MG) - Henrique Fonseca)

Poços de Caldas, a cidade das rosas (Foto: Poços de Caldas (MG) – Henrique Fonseca)

Além dos casais apaixonados, o turismólogo da cidade contou que Poços de Caldas também recebe muitas famílias com filhos pequenos e idosos. Segundo sua experiência e observação, todos os turistas da cidade das águas termais têm a afetividade como razão comum. “Normalmente, as pessoas que vêm passear aqui são aquelas que vieram quando pequenas com os pais. Agora que cresceram, elas trazem as próprias famílias para apresentar o lugar. Além delas, também têm os que estão voltando por causa das águas”, analisou.

Depois de conhecer tão detalhadamente a história, as riquezas e as belezas de Poços de Caldas, já passou da hora de arrumarmos nossas malas e conhecer tudo de pertinho, ? Aproveita!

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  • Danielle

    Ótima matéria!

  • Jonei Leandro Eiras

    Bela matéria da minha, da sua, da nossa Querida e Abençoada POÇOS DE CALDAS, terra da Saúde e da Beleza. Abençoada por DEUS e bonita por Natureza, parabéns também pelos seus 144 anos. MUITO ORGULHO EM SER POÇOSCALDENSE.