Moda & Beleza

Minas Trend Inverno 2017 – primeiro dia de desfiles tem inspirações que variam de “Os Flintstones” aos poemas de Manuel Bandeira. Vem conferir!

A passarela desta 19ª edição da fashion week mineira foi palco para os desfiles da Second Floor, Plural, Natália Pessoa e Victor Dzenk. Hoje será a vez de Lucas Magalhães, Modem, Doisélles e Ellus

Publicado em 6 de outubro de 2016 | Por Julia Pimentel

Encantamento. Essa foi a sensação do HT depois do primeiro dia de desfiles na 19ª edição do Minas Trend. Por aqui, no Expominas, em Belo Horizonte, a passarela foi palco para belíssimas criações desenvolvidas a partir de diferentes temas, que iam desde os divertidos homens da caverna ao folk peruano. Na fashion week mineira, a Plural foi a responsável por inaugurar a catwalk. Logo depois, a Second Floor foi quem desfilou suas criações. Na parte da tarde, Natália Pessoa, que antes assinava para a Faven, deu continuidade e Victor Dzenk fechou o dia. Vem ver o que rolou por lá!

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Second Floor

Estreante no Minas Trend, a Second Floor, segunda marca da grife Ellus, que desfila hoje no evento mineiro, apresentou uma coleção que combinou o lúdico e divertido desenho “Os Flintstones”, a energia do bad-rock e o clima californiano. Nas peças desenvolvidas por Thiago Marcon para o Verão 2017, prints, coral e turquesa foram as palavras de ordem. Como nos contou, o estilista, ele quis trazer a Cali vibe para os belíssimos modelos. “Para a coleção de alto verão da Second Floor nós estamos trabalhando a cultura de Palm Springs e todo aquele clima de resort da Califórnia. Como a marca parte sempre de um tema meio lúdico, nós associamos isso ao espirito bad-rock e trouxemos os Flintstones para completar a inspiração”, explicou.

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O objetivo dessa mistura que deu super certo foi, como ele chamou, apresentar a “Pedrita contemporânea” da Second Floor. Para isso, Marcon apostou nas sensações e lembranças que envolvem o desenho. “A coleção trata desta Pedrita mais moderna com o uso de alguns tecidos que simulam a textura de dinossauro e padronagens que são releituras de animal print com essa pegada bad rock”, disse o estilista que sabe do peso que a estamparia tem para a marca e da jovialidade e modernidade das clientes da Second Floor. “A parte gráfica é sempre muito importante para a grife. Um look que eu adoro desta coleção é o que tem a blusa da Pedrita. Não é nada muito óbvio porque a imagem está com um shadow, o que tira o caráter infantilizado da peça. Eu acho que essa brincadeira com as cores é uma ótima resposta para um look atual”, opinou Thiago Marcon.

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E por falar na cartela de cores, a Second Floor apostou no colorido aliado ao preto e branco para contar essa história. Na passarela, vimos a presença constante do coral e do turquesa conversando em ótima sintonia com o clássico p&b. “Nós apostamos muito nesses tons mais coloridos e no uso do preto e branco para compor as produções. Em relação ao jeans, nós o apresentamos com uma lavagem bem mais clara, que é a cara do verão”, afirmou o designer que ainda trouxe shapes mais justos em referência à arquitetura de Palm Springs, que é marcada por traços mais duros e retos. Ou seja, na passarela do Minas Trend a grife apresentou uma combinação de gostos que são a cara das clientes da marca. Como explicou Adriana Bozon, diretora criativa da Second Floor e da Ellus, o objetivo da estreante na fashion week mineira é justamente atender a esse público mais jovem. “O target da Second Floor é de mulheres de 25 anos. Inclusive, isso está muito presente no DNA da marca desde sempre. Ela surgiu como um projeto de novos designers e depois virou a nossa versão mais jovem. A Second Floor é mais colorida e tem um trabalho de estamparia em todas as coleções muito forte”, concluiu a diretora das duas grifes.

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E hoje tem desfile da Ellus. Com mais de 40 anos de história no cenário da moda brasileira, a grife traz para a catwalk mineira a coleção inspirada no clima e na energia do Havaí. Amanhã te contamos como foi!

Plural

Inspirada pelas águas brasileiras, a Plural apresentou a encantadora coleção “As Águas do Meu Querer”, que começou a ser pensada logo depois da edição passada do Minas Trend, em abril. Na passarela, a grife reforçou o seu DNA e manteve a fidelidade de sempre ao tricô. “Neste universo das águas, nós fomos buscar os personagens ribeirinhos e os seres místicos que estão envolvidos na temática. A marca trabalhou muito diferentes texturas e o efeito do veludo cortado a laser remetendo a um aspecto de escama de peixe. Em relação às tramas vazadas, o nosso objetivo era que lembrasse as redes de pescaria”, explicou Gláucia Fróes, designer da marca, que também apostou em materiais mais duros para obter um efeito maior e mais estruturado.

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Quando o assunto são as cores adotadas, Gláucia nos contou que o azul era imprescindível. Porém, mais do que remeter às águas, a estilista quis brincar com as riquezas encontradas nos rios, lagos e mares com o uso do metalizado nesta coleção. “Nós adotamos muito dourado prateado com o objetivo de linkar com a enorme quantidade de ribeirinhos que tivemos e ainda temos pelas nossas águas. Inclusive, eu acho que as peças que mais definem essa coleção e são o destaque do desfile, são os looks dourados que fecham a apresentação”, adiantou a designer no backstage. E, de fato, a previsão de Gláucia Fróes se concretizou.

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O diálogo entre a inspiração, a tradução e a apresentação foi perfeito. Outro elemento que ajudou a potencializar esse resultado de sucesso foi a beleza das modelos. Com o conceito das águas por traz, a passarela foi cruzada com maquiagens leves e cabelos mais naturais. “A gente queria que as meninas tivessem um ar mais limpo no rosto e nos cabelos. É esse o público da Plural e é assim que a gente quer que elas se vejam na passarela: de cara lavada”, justificou a diretora criativa concluindo que o desfile seguiu a identidade da grife. “Essa coleção é a cara da Plural. Nossas roupas mostraram essa mulher moderna, contemporânea e com muita atitude que consome a ideia e o conceito da grife”, comemorou Gláucia Fróes.

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Natália Pessoa

Depois de deixar a Faven para investir em sua grife homônima, Natália Pessoa apresentou um desfile leve e poético na passarela do Minas Trend. Inspirada pelo livro de poemas “Carnaval” de Manuel Bandeira, a diretora criativa bebeu da fonte da alegria e espontaneidade para criar a coleção Inverno 2017. “Desta obra, nós roubamos as formas geométricas do conto Arlequim, os poás da Colombina e, sobretudo a liberdade. Eu enxergo que o Carnaval é uma época em que podemos nos sentir livre, seja para criar ou misturar cores, padrões e texturas”, contou.

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E o aspecto divertido e colorido, de fato, marcou presença na catwalk mineira. Seguindo sua identidade fashion, Natália Pessoa apostou em uma combinação harmônica de várias cores nas produções. “Essa mistura de cor já faz parte de um DNA forte da marca. Geralmente, nós gostamos de adotar tons mais alegres e divertidos. Para esta coleção, nós trouxemos o vermelho, azul, caramelo, verde, roxo, bronze, cobre, mostarda e marinho para compor a paleta”, contou a empresária que ainda fez questão de reforçar outro DNA da grife nesta coleção. “O nosso desfile é sempre trabalhado no tricô, que faz parte da identidade da marca. Então, os padrões, os acessórios e os detalhes dos modelos são todos pontuados com tricô”, completou.

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Caracterizando sua coleção como “muito tropical e fresh”, Natália Pessoa disse que aposta na tendência do comprimento mais curto e do volume na parte superior como tendências para o Inverno 2017. “Nesta coleção, nós trabalhamos muito com as mangas bufantes e os ombros a mostra. Eu acho que esse será o destaque para a próxima temporada. Para adotar essa tendência, combinamos os looks com shapes mais secos e o comprimento midi”, opinou a diretora criativa Natália Pessoa.

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Victor Dzenk

Por fim, foi a vez de Victor Dzenk fechar o primeiro dia de desfiles da 19º edição do Minas Trend. Aplaudidíssimo, o estilista, que já havia adiantado os detalhes da sua coleção na terça-feira para o HT, apresentou uma combinação entre o folk peruano, as obras de William Morris e a sua identidade fashion do final dos anos 1980 e início dos anos 1990. Para a apresentação da “New Folk”, Victor nos contou que se manteve fiel à proposta inicial do projeto. Instantes antes de cruzar a passarela, o designer nos contou que as novidades foram só em função das estrelas do desfile. “As mudanças de last minutes foi a chegada das peças super trabalhadas com bordados que levaram meses para ficar pronto. Mas, de forma geral, desfile foi exatamente como a gente previu”, revelou.

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Com muita camisaria, tricô e plissado, Victor Dzenk apresentou um desfile um pouco diferente de seu histórico. “Nós abrimos a apresentação com uma estamparia em uma cor, o que é muito interessante e inesperado, porque as pessoas logo imaginam que eu vou começar com padronagens digitais ou super coloridas. Com o quesito diferente, nós também mostramos a alfaiataria, que nós não explorávamos tanto. Então, este foi um desfile bastante retilíneo, apesar de ser uma fusão de três temas. A gente optou por começar mais minimalista e terminar de forma dramática e colorida”, concluiu o diretor criativo.

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Com a combinação de três diferentes temas, Victor Dzenk teve uma paleta de cores ampla de divertida para criar. As listras, os florais e os looks lisos seguiram variações que foram do nude ao preto, passando pelo azul clarinho, rosé e marinho. E essa dosagem que representou uma harmonia encantadora na catwalk é fruto de muito trabalho, experiência e talento. “Eu acho que saber mesclar a estampa, o bordado e o liso é resultado de um amadurecimento da marca. Com o tempo, a gente passa a entender onde podemos ousar e onde podemos pontuar detalhes específicos”, avaliou.

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Agora os bordados… Esses merecem uma atenção especial. Em uma coleção riquíssima, Victor Dzenk, que é mineiro, disse que não tem como fugir dessa característica da moda da região. Mas, para a “New Folk”, esse elemento veio de uma nova – e acertada – forma. “Eu acho que é importante mostrar isso porque o Minas Trend tem esse DNA na veia. Este é um evento em que os compradores chegam ávidos pelos bordados da próxima coleção. E nesta edição, nossa missão é mostrar um trabalho diferente dentro dessa característica, como bordados de linha e descoloridos em superfícies brilhosas”, completou o estilista Victor Dzenk.

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E hoje tem mais. Depois dos shows de ontem na passarela do Minas Trend, hoje é a vez  de Lucas Magalhães, Modem, Doisélles e Ellus cruzarem a catwalk. Além de trazer todos os detalhes amanhã das coleções e impressões, o HT ainda adianta as novidades pelo Instagram e transmite os desfiles ao vivo pelo Facebook. Acompanha lá!

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