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José Loreto estreia como galã da próxima série da Globo, mas acredita que desconstroi o estereótipo: “Eu sou exótico”

"Cidade Proibida" tem previsão de estreia para agosto e será ambientada nos anos 1950. Sobre o próximo trabalho, o ator não escondeu a animação de integrar o elenco que ainda tem Vladimir Brichta e Regiane Alves. "Se eu pudesse escolher um projeto para fazer neste momento da minha carreira, certamente, seria esse"

Publicado em 10 de agosto de 2017 | Por Julia Pimentel

Depois de apanhar como José Aldo em “Mais Forte que o Mundo”, José Loreto agora ganhará muitos beijos em seu novo personagem. No mês que vem, o ator estreia como o galã de “Cidade Perdida”, a nova série da Globo. Na atração, que será ambientada na década de 1950, José promete ser a sensação do núcleo feminino no enredo que terá o clima de suspense e como pano de fundo. “Eu faço o bonitão. Ele é quase um gigolô”, adiantou.

Mesmo com pose de galã na telinha, José Loreto garantiu que não se vê nessa posição. Para ele, o rótulo ainda existe nos bastidores da televisão e fora dele também. Mas José se vê em outra categoria. “Eu acho que ainda existe, mas não para mim. Eu sou um cara exótico e não faço o galã clássico. O José Loreto não tem nada a ver com um Reynaldo Gianecchini, por exemplo. Então, para mim é muito tranquila essa questão. Inclusive, eu acho que desconstruo um pouco esse rótulo”, argumentou.

Apesar de interpretar um galã na próxima série da Globo, José Loreto acredita que desconstroi o rótulo (Foto: Reprodução)

Em “Cidade Perdida”, José Loreto divide cena com Vladimir Brichta, Regiane Alves e grande elenco. Antes da estreia, o ator comemorou o trabalho e o enredo trabalhado na trama. “Se eu pudesse escolher um projeto para fazer neste momento da minha carreira, certamente, seria esse. É uma série completamente nova, que não tem a velocidade de uma novela e o personagem é um prato cheio. Eu consigo explorar e me divertir muito com ele”, contou José que destacou o sucesso das séries nos últimos tempos. Na opinião dele, a unanimidade do formato entre as pessoas e as emissoras garante mais oportunidades para os profissionais da teledramaturgia. “Cada vez estamos tendo mais produções, mais personagens e mais trabalho. Então, hoje, não são só aquelas três novelas por dia para nós atuarmos. Todos nós temos oportunidades em diferentes áreas”, comemorou José que ainda destacou o requinte na produção de uma dramaturgia em formato menor. “É quase cinema”, completou.

E, assim, com a pulverização do campo artístico, José Loreto acredita que esteja conseguindo desviar da crise cultural. No entanto, embora embalado pelas novas possibilidades do mercado das artes brasileiro, o ator não escondeu a tristeza ao comentar do atual cenário. “Para nós que vivemos de arte, é mais triste ainda porque estamos falando de algo que está na nossa pele. A gente sabe a importância que a cultura tem para toda uma sociedade. E para mim, qualquer tipo de arte é válida. Em um momento que não valorizamos a cultura, estamos ignorando a história”, alertou.

Cidade Proibida e suas participações de luxo!!!

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Com este contexto, José Loreto confessou que teme estar vivendo um momento de pobreza cultural por causa da falta de incentivo de empresas e, principalmente do poder público. “Eu não quero ver daqui a um tempo que passei por uma década que não teve nada de cultura. Na verdade, não seria um período perdido porque nós artistas somos raçudos e fazemos mesmo assim. Se o prefeito não paga o fomento, a gente arruma uma solução para fazer. Mas é absurdo atrás de absurdo que sempre resulta em indignação”, disse o ator José Loreto que garantiu que a esperança o alimenta para seguir vivo na carreira.

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