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Com estética Noir e ambientada no Rio dos anos 1950, “Cidade Proibida” estreia na Globo e traz detetive, policial, prostituta e gigolô como personagens principais

Inspirada nos quadrinhos de Wander Antunes, a série tem Vladimir Brichta, Regiane Alves, Aílton Graça e José Loreto como protagonistas. Com este grupo, “Cidade Proibida” estreia dia 26 de setembro com o propósito de entreter, mas também revelar o panorama da época. "Poder resgatar esses costumes é bacana para viajar e debater elementos que nos interessam hoje", disse Brichta

Publicado em 13 de setembro de 2017 | Por Julia Pimentel

O filme Noir, tão prestigiado nos Estados Unidos principalmente na década de 1940, agora ganha espaço na grade da Globo. No dia 26 de setembro, estreia na emissora a série “Cidade Proibida”, que terá um detetive particular como protagonista. Na nova atração, Vladimir Brichta assume a identidade de Zózimo Barbosa, um ex-policial do Rio de Janeiro dos anos 1950 que agora tem a missão de desvendar alguns mistérios da sociedade carioca daquela época. Inspirada nos quadrinhos de Wander Antunes, da obra “O Corno que Sabia Demais”, a série ganha as telas da Globo após nove anos de projeto.

A série “Cidade Proibida” estreia na Globo no próximo dia 26, terça-feira, depois de “A Força do Querer”
(Foto: Divulgação/Globo)

Inicialmente uma atração dentro do “Fantástico”, “Cidade Proibida” ganhou status de série há três anos, quando a emissora autorizou Mauro Wilson e Maurício Farias a iniciarem a produção do programa. A partir daí, os quadrinhos de Wander Antunes ganharam nova interpretação na história que tem um quarteto como elenco principal. “Nós extraímos a maior parte dessa história da obra que nos inspirou. Ou seja, o cenário de ser o Rio de Janeiro nos anos 1950 a gente já tinha. As únicas mudanças foram a personagem da Marli, que não existia na literatura, e a amizade entre o delegado Paranhos e o Zózimo, que também fomos nós que criamos”, contou Mauro Wilson, autor da série.

Em “Cidade Proibida”, Marli é uma prostituta bem-resolvida interpretada por Regiane Alves. De acordo com a atriz, a personagem é uma mulher que, apesar de estar situada nos anos 1950, já tinha um posicionamento bem à frente da época. “Ela tem a casa dela e, por mais que tivesse uma relação com Zózimo, saia para trabalhar porque tinha que fechar sua cota diária. Ou seja, a Marli é muito bem resolvida moralmente com a sua profissão e com a sociedade. Isso faz com que ela não tenha um super sentimentalismo. Então, naquela época, a personagem já tinha uma cabeça da mulher de hoje, que trabalha e luta para conquistar seu espaço”, apresentou.

Regiane Alves será Marli na série “Cidade Proibida” (Foto: Divulgação/Globo)

Já a amizade citada pelo autor é entre o delegado Paranhos (Aílton Graça) e o detetive Zózimo Barbosa (Vladimir Brichta) que, antes de cada um seguir o seu caminho, foram companheiros de profissão enquanto policiais. Sobre o protagonista, Vladimir contou que o detetive é um homem sem muitas ambições e nem projetos futuros. Com medo de morrer durante uma missão, Zózimo é um personagem que só pensa no hoje. “Ele é um cara meio amoral. Apesar de ter princípios, ele também se permite subverte-los. Fora isso, o Zózimo é um homem solitário e sem grandes objetivos. Ele não pensa em casamento e nem em ficar super rico. A história dele é viver aquele dia de hoje de forma intensa”, contou o ator.

Vladimir Brhita será o protagonosta, o detetive Zózimos Brabosa, na série “Cidade Proibida” (Foto: Divulgação/Globo)

Assim como Zózimo, o delegado Paranhos também é um personagem sem muitos princípios éticos. De acordo com Aílton Graça, a conduta duvidosa dele é consequência da vida que o oficial teve. Mas, mesmo assim, o ator adianta que o delegado terá um alento em sua narrativa que acaba contrapondo à personalidade corrupta. “Ele tem um código de ética que é bastante duvidoso. Pelo fato de ele ter crescido nas ruas, ele aprendeu a viver em um submundo. Por isso, ele não tem problema em socar as pessoas, por exemplo. Mas, ao mesmo tempo, eu acho que ele tem um frescor interessante que é o fato de não aceitar que ninguém pratique violência contra mulheres”, contou Aílton.

Aílton Graça será o delegado Paranhos na série “Cidade Proibida” (Foto: Divulgação/Globo)

Para completar o quarteto que tem a prostituta, o detetive e o delegado, José Loreto interpreta Bonitão, o cara charmoso e esperto do grupo. Sem nenhuma vocação e nem vontade para o trabalho, o personagem vive de pequenos golpes e do dinheiro que ganha na sinuca. “Ele é um gigolô que vive às custas das mulheres. Ele vê a amizade do Zózimo e do Paranhos como referência, mas também é meio traiçoeiro. Se alguém lhe der dinheiro para passar a perna em uma pessoa, ele não nega. É um cara muito malandro e que odeia trabalho”, definiu José Loreto.

José Loreto será o Bonitão na série “Cidade Proibida” (Foto: Divulgação/Globo)

Com este grupo, “Cidade Proibida” estreia com o propósito de entreter, mas também revelar um panorama social de quase 70 anos atrás. Na opinião de Vladimir Brichta, o estilo Noir que conduz a série agrega à história elementos como suspense, tensão e investigação próprios do estilo narrativo. “Voltar no tempo é muito interessante porque a gente pode falar de costumes dos anos 1950 que ou não existem mais ou já são considerados errados pela nossa sociedade contemporânea. Então, poder resgatar esses costumes é bacana para viajar e debater elementos que nos interessam para a sociedade de hoje”, apontou Vladimir.

 

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