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Na contramão da superexposição, Anitta e Marina Ruy Barbosa comentam experiência longe dos celulares e destacam importância da vida real

Durante viagem para o Havaí, Anitta trancou o celular por quatro dias no cofre do hotel. Durante este período, a cantora contou que viveu momentos que não teria aproveitado se estivesse conectada à tela. Já Marina Ruy Barbosa revelou que possui uma cestinha em sua casa para que sua visitas se desconectem e aproveitem a convivência com a ruiva. "Casa é um lugar sagrado", disse a atriz em entrevista à Vogue

Publicado em 6 de março de 2018 | Por Julia Pimentel

Viver conectado é como uma obsessão dos tempos modernos. Os celulares hoje ultrapassam o status de fazedor de chamada e são uma extensão dos nossos comportamentos, práticas e pensamentos. Mas, na contramão deste vício contemporâneos, há quem queira se livrar dos aparelhos – pelo menos um pouco. Nos últimos dias, Anitta e Marina Ruy Barbosa, dois expoentes máximos da era da superexposição midiática, por exemplo, foram artistas que mostraram saber viver sem o uso excessivo dos celulares. Mesmo com carreiras que estão diretamente ligadas ao dinamismo da tecnologia, as celebs contaram que praticam este exercício em prol do desapego.

No caso de Anitta, a cantora revelou ontem em seu Instagram que trancou o celular por quatro dias no cofre do hotel em que se hospedou no Havaí para curtir as férias com o marido, o empresário Thiago Magalhães. Neste período, nada de postagens, mensagens e nem mesmo fotos da viagem. De acordo com o relato de Anitta, a experiência a revelou momentos especiais que passariam batido se ela estivesse vidrada no aparelho. “Nesses quatro dias sem telefone, vi pessoas jantando sem se falar, presos em suas telas. Uma paisagem linda como essa e todos no telefone. Não era melhor então ver pelo Google? Vi uma baleia passar na nossa frente do nada (se estivesse olhando minha tela não veria)”, contou.

Voltei. Me propus a ficar 4 dias sem pegar no celular. Tranquei no cofre do hotel no Hawaii e fui viver. Já pararam pra se perguntar quantas vezes você olhava pro celular enquanto o mundo acontecia ao seu redor? A tecnologia é uma mágica alcançada por nós, trouxe tanta coisa boa pra gente. Graças a ela eu consigo levar meu trabalho mais rápido pelo mundo afora, por exemplo. Posso falar com a minha família enquanto estou longe trabalhando. Posso comandar minha empresa a distância. Podemos ajudar pessoas de longe. Quanta coisa boa! Mas será que estamos usando da maneira certa? Nesses 4 dias sem telefone vi pessoas jantando sem se falar, presos em suas telas. Uma paisagem linda como essa e todos no telefone. Não era melhor então ver pelo google? Vi uma baleia passar na nossa frente do nada (se estivesse olhando minha tela nao veria). Quantas vezes pegou no telefone hoje sem ter motivo algum? Preso na dependência dos likes, dos comentários, em ver a vida alheia, em comentar a vida alheia. Isso foi feito pra nos divertir, e não para nos tornar pessoas ansiosas, depressivas e dependentes. Foi feito para nos unir, e não pra fazer as pessoas brigarem e jogarem ódio umas nas outras. Foi feito pra matarmos a saudade de quem está longe, e não pra bisbilhotar a vida do outro e encher o coração de inveja. A vida de todos tem momentos ruins, mas as pessoas não postam momentos difíceis em suas redes sociais. Então não podemos afundar nossos olhos como se esse fosse o mundo em uma tela. Essa é uma versão do mundo em uma tela. Não me entendam mal, a internet faz meu sonho possível, amo, sou grata, reconheço. Converso com vocês que me ajudam tanto. Mas tudo na vida precisa de equilíbrio. Foram apenas 4 dias. Voltei e tudo continua caminhando como estava antes, tudo certo. Agora estou aqui novamente e a vida segue. Conectar é preciso, gostoso, importante. Desconectar também.

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A cantora ainda comentou o uso perigoso dos celulares nos dias de hoje. Apesar de reconhecer a exaltar a importância da internet e das redes sociais em sua carreira, Anitta não minimizou os pontos negativos da modernidade. “Quantas vezes pegou no telefone hoje sem ter motivo algum? Preso na dependência dos likes, dos comentários, em ver a vida alheia, em comentar a vida alheia. Isso foi feito pra nos divertir, e não para nos tornar pessoas ansiosas, depressivas e dependentes. Foi feito para nos unir, e não pra fazer as pessoas brigarem e jogarem ódio umas nas outras. Foi feito pra matarmos a saudade de quem está longe, e não pra bisbilhotar a vida do outro e encher o coração de inveja. A vida de todos tem momentos ruins, mas as pessoas não postam momentos difíceis em suas redes sociais. Então não podemos afundar nossos olhos como se esse fosse o mundo em uma tela. Essa é uma versão do mundo em uma tela”, analisou.

E é neste sentido que Marina Ruy Barbosa também concorda com a cantora. Em sua casa, a atriz revelou que possui uma cestinha para que as visitas se desapeguem dos aparelhos. Nem que seja por algumas horas. Em entrevista para a Vogue deste mês, Marina destacou a importância da convivência real, sem uma tela como obstáculo. “Peço para todo mundo colocar o aparelho numa cestinha para a gente conversar e interagir mais. (…) Casa é um lugar sagrado, onde acontece tudo de mais importante e íntimo da minha vida”, disse.

Marina Ruy Barbosa para a capa da Vogue deste mês (Foto: Reprodução/Zee Nunes)

A postura de Anitta e Marina Ruy Barbosa, inclusive, é algo interessante quando paramos para analisar o alcance das artistas na internet. Nesta preocupação pelo desapego, as duas falam para um público somado de mais de 50 milhões de pessoas. Em relação aos milhares de seguidores que se interessam pela rotina e comentários da atriz, Marina confessou se questionar. Segundo ela, um conjunto de fatores deve ser o responsável pelos números impressionantes da ruiva na internet. “Acho que é uma mistura de várias coisas: o fato de eu ter crescido em frente às câmeras de TV, sendo acompanhada por meninas que estavam crescendo junto comigo; estar nas novelas da Globo; e pela minha ligação com a moda, que é um assunto que acaba interessando muita gente que me segue. E também porque acho que tudo que eu divido é, de fato, sincero”, comentou.

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