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Cauã Reymond abre o jogo sobre o fim do casamento com Grazi Massafera e fala da relação com a ex: “Moramos perto e estamos sempre conversando”

Em entrevista à "Marie Claire" de dezembro, o ator revelou que a separação foi um marco importante em sua trajetória pessoal: "Posso dizer que houve um amadurecimento brutal. Sou infinitamente melhor"

Publicado em 2 de dezembro de 2016 | Por Leonardo Rocha

Cauã Reymond vai voltar ao ar, na Globo, com a aguardada série “Dois Irmãos”. Desta vez, em dose dupla. No novo trabalho baseado no livro homônimo de Milton Hatoum, o ator vai interpretar os irmãos gêmeos Yaqub e Omar, que se tornam inimigos desde a infância por conta da predileção da mãe por um deles, Omar. Às vésperas a da estreia, o galã concedeu uma entrevista bem franca à “Marie Claire” de dezembro, e falou sobre o novo momento da carreira, a infância conturbada com a família no Rio e o fim do casamento com a também atriz Grazi Massafera.

Cauã Reymond fala sobre o fim do casamento com Grazi Massafera ((Foto: Robert Schwenck/Marie Claire)

Cauã Reymond fala sobre o fim do casamento com Grazi Massafera ((Foto: Robert Schwenck/Marie Claire)

“Posso dizer que, da minha separação para cá, houve um amadurecimento brutal. Sou infinitamente melhor. A gente tem uma relação muito bacana por causa da Sofia (filha do ex-casal). Quando nos separamos, recebi um conselho excelente que é manter uma relação ‘walking distance‘: moramos perto e estamos sempre conversando. Temos guarda compartilhada, um papo aberto com a escola, com a pediatra”, disse à publicação. Apesar de estar namorando a apresentadora Mariana Goldfarb, o ator revelou ainda que não curtiu muito a fase solteiro, já que estava preocupado com os rumos da justiça sobre a guarda da filha.

“O que vivi com a separação, o furor e o prolongamento dessa história me deixaram recatado. Até entender como seria a guarda, fiquei bastante recatado. Depois, curti mais a solteirice, mas não tem uma foto minha no Google (ficando com alguém). Sou tímido, não sou exibicionista. Não gosto de noitada. Meus programas começam antes da meia-noite”, entregou. No entanto, quando questionado se Isis Valverde seria o pivô do fim de seu casamento, Cauã foi mais duro. “Tocar nesse assunto agora, e citar uma pessoa que não tem nada a ver com um casal se separando, é abrir uma ferida desnecessária. Você está falando de uma suposição. A responsabilidade de um casal que se separa é do casal e cabe só a ele resolver isso”, disse.

O ator acredita que existe uma linha tênue entre o que se deve postar e o que é melhor que fique guardado na intimidade (Foto: Reprodução)

Sobre o novo trabalho na Rede Globo, ele afirmou estar encantado com a produção. Com um visual barbudo, como divulgado nas primeiras imagens, Cauã acredita que será um dos trabalhos mais importantes de sua vitoriosa carreira. “A complexidade da história me encantou. São dois personagens completamente distintos, mas que estão sempre ligados. Eu me entreguei totalmente a esse trabalho, como poucos pedem. Lembro de ter me interessado pelo livro quando coloquei as mãos nele. Estava no começo da carreira e havia uma conversa no Projac de que o Luís Fernando Carvalho faria algo com ele. Fiquei atrás do produtor de elenco. Fui fazendo trabalhos cada vez mais interessantes até que rolou”, disse.

Cauã e a filha Sophia (Foto: AgNews)

Cauã e a filha Sophia (Foto: AgNews)

No entanto, quem vê o galã brilhando na telinha, nem imagina o sufoco que ele já passou durante a infância e o início da fase adulta. Com uma tia esquizofrênica em casa, por muitas vezes ele era obrigado a dormir fora do apartamento onde morava, na Gávea, com a família. “É uma história trágica. Nos ataques, ela quebrava a casa inteira. Dormi várias vezes no corredor do prédio por causa disso. A família por parte de mãe era simples. Minha mãe era vendedora da (marca de roupas) Company, minha avó, que adotou minha mãe e minha tia, trabalhava como enfermeira, empregada doméstica”, recordou ele, que durante os tempos de modelo, chegou a passar fome nos Estados Unidos.

“Terminei a carreira com R$ 10 mil na conta, depois de três anos e meio rodando o mundo. Era uma vida simples, dividia apartamento. Não gostei de ser modelo. Agradeço, ganhei um senso estético, trabalhei com pessoas legais, mas foi uma ralação. A época em que morei em Nova York foi uma das mais difíceis da minha vida. Nunca tive dinheiro para sair para jantar. Às vezes tinha que escolher uma refeição ao longo do dia. Aprendi malandragens de quem tem que sobreviver”, completou.

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