Teatro & Pensata

Susana Ribeiro é indicada na categoria Melhor Direção, no Prêmio Reverência, pela primeira peça que atuou nesta função

A atriz conta que o fato de ter sido indicada já é algo importante por ser sua estreia. Ela dirigiu o espetáculo Rent, um dos mais famosos e reverenciados quando o assunto é teatro musical. Susana precisou lidar com a memória afetiva do público e com a exigência da galera

Publicado em 7 de dezembro de 2017 | Por Ana Clara Xavier

O Prêmio Reverência é totalmente direcionado à produção de teatro musical com o objetivo de ser um ‘selo de qualidade’ para a crítica, o público e o mercado. Nesta terceira edição, Susana Ribeiro concorreu, pela primeira vez, na categoria de Melhor Direção, ao lado de Duda Maia, João Falcão, Jorge Takla e Luis Carlos Vasconcelos. O trabalho da atriz na peça Rent foi a estreia dela como diretora de musical, provando que leva jeito para a função. “Ser indicada já é o prêmio. É um reconhecimento maravilhoso. Foi uma experiência incrível”, afirmou Susana minutos antes de começar a cerimônia de premiação. Mesmo não tendo levado o título, que pertence a Jorge Takla, a artista se considera vitoriosa. E quem duvida?

A vitória se torna ainda maior, para a atriz, pelo fato da peça ter sido feita de forma totalmente colaborativa. Rent não teve nenhum patrocínio e mesmo assim foi indicado a quatro categorias. “Acho que foi muito potente eu ter conseguido produzir em um ano de tanta dificuldade.  Este espetáculo foi feito sem patrocínio e isso só foi possível pela presença de atores muito engajados no projeto que sabiam que se não se dedicassem a peça não aconteceria”, comentou Susana.

Susana Ribeiro foi uma das indicadas ao prêmio de Melhor Direção no Reverência (Foto:DIvulgação)

Dentro do mundo dos musicais, o espetáculo Rent é uma referência forte. Já foram produzidas diversas montagens desde que o autor Jonathan Larson escreveu o texto, em 1996. A história saiu dos palcos para as telonas tamanha foi a sua repercussão. Sendo assim, Susana precisou enfrentar a difícil missão de lidar com a memória afetiva do público que foi conferir a montagem. “Tive sorte de não ter assistido nenhuma montagem do Rent antes. A minha ignorância acabou por me proteger um pouco. Senti que existia muitas expectativas em torno na peça, mas quando fui chamada para dirigir acabei tendo a liberdade de fazer uma versão original. Foi bom ter partido do material que tinha naquele momento, consegui reescrever com os meus atores”, explicou. Ao longo da montagem, ela confessou que assistiu ao longa-metragem e a algumas cenas de outros espetáculo para tirar inspirações, no entanto foi importante que ela não conhecesse a história antes de começar a trabalhar na direção.

Depois de um ano repleto de trabalho, a diretora deu uma pausa na agenda para curtir as férias de final de ano. Mas a moleza não vai continuar por muito tempo, porque logo logo ela volta para o palcos com tudo. Em janeiro e fevereiro, Susana Ribeiro vai começar a ensaiar uma peça da Companhia dos Atores o que exigirá da mesma tempo disponível de segunda a sábado. “Vamos fazer um espetáculo inédito da companhia que será escrito pelo Jô Bilac. Estamos desenvolvendo um argumento e descobriremos juntos qual será o próximo trabalho. A nossa forma de produzir é muito calcada na colaboração, nós pegamos vários trabalhos do início e vamos desenvolvendo juntos”, garantiu.

 

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