Destaque absoluto em 2016, Taís Araújo foi eleita a mulher do ano pela revista “GQ”. E, muito merecidamente, por sinal. Talentosa, linda e cheia de opinião, a esposa de Lázaro Ramos integra há tempos o seleto núcleo das grandes atrizes da nova geração. Além disso, Taís ainda é engajada socialmente, defende a bandeira dos direitos das minorias e se empodera ao dizer: “sou mais discurso do que bunda”, disse.

Taís Araújo é eleita a mulher do ano pela GQ (Foto: Divulgação/GQ)
Mas o caminho de Taís ao estrelato na Rede Globo foi longo. Depois de protagonizar a novela “Xica da Silva”, na extinta TV Manchete, aos 17 anos, a artista brincou ao recordar sua personagem polêmica, que exigia cenas de nudez e muita sensualidade. “Eu tinha 17 anos, era uma menina virgem ainda”, contou ela, aos risos. No entanto, foi de degrau em degrau que a atriz provou todo seu talento tonando-se a primeira negra a ganhar o papel principal da emissora carioca em uma novela contemporânea, “Da Cor do Pecado”, em 2004.

“Há um abismo entre as negras e as brancas. Eu sei que esses assuntos são chatos, densos, pesados, difíceis, mas têm de ser discutidos. É a minha questão pessoal, da qual eu escolhi falar: eu sou uma mulher brasileira negra”, contou à publicação, contando que o nascimento dos filhos a fez tomar um novo fôlego na luta contra o racismo. “Até o João (Vicente, 5 anos) eu já tinha meus posicionamentos, mas não a coragem de dar a cara à tapa. Maria (Antônia, quase 2) me deu um combustível enorme para fazer mais, trabalhar mais, lutar mais”, completou.

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