Depois da pressão popular e da classe artístisca, principalmente dos integrantes do grupo Procure Saber, composto por Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e Djavan, entre outros — e o Grupo de Ação Parlamentar Pró-Música (GAP) — que tem Sérgio Ricardo, Ivan Lins, Leoni, Frejat, Fernanda Abreu e Tim Rescala, entre outros artistas à frente— que se manifestaram na forma de uma carta aberta ao presidente em exercício Michel Temer contra a fusão do Ministério da Cultura ao da Educação, o peemedebista providenciou a criação de uma Secretaria Nacional de Cultura, que será ligada diretamente à Presidência da República e não mais abaixo da estrutura do MEC. O grande nome cotado para comandar a pasta é o do ator Stepan Nercessian, que já foi deputado pelo PPS a atuou em novelas globais como “A Padroeira”, “Cobras e Lagartos” e “Kubanacan”. Pelo acordo com o presidente em exercício Michel Temer, o cargo ficará com o partido. Stepan confirma as intenções da sigla e já aceitou. Só falta mesmo agora Temer bater o martelo.

Stepan Nercessian enquanto interpretava o apresentador Chacrinha em um musical (Foto: Divulgação)
Em tempo: do mesmo partido do presidente em exercício Michel Temer, o PMDB, Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, criticou a decisão do correlegionário de fundir o Ministério da Cultura ao da Educação durante o lançamento do “Passaporte Cultural”, que vai dar descontos e gratuidade em mais de 700 atrações e 200 espaços culturais como livrarias, bares e restaurantes até o fim dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Disse o prefeito: “Eu sempre sou favorável à máquina mais eficiente, mais enxugada, mais enxuta, mas tem uma coisa que isso que a cultura está se mobilizando, está reclamando, contestando muito, da fusão do Ministério da Cultura com o Ministério da Educação. Eu acho que, dos ajustes feitos desses Ministérios, esse foi um erro. Eu acho que tem que fazer uma mobilização tranquila, o setor tem força suficiente pra fazer as pressões de maneira adequada. É o início de um momento que está turbulento […] Como ator político, acho que a gente devia ter mantido a pasta da Cultura, não precisava ter integrado ao Ministério da Educação”.
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