Música & Badalo

Sem um dia de metal na programação deste ano, Sepultura supre pedidos com show intenso e aposta em boa combinação com violinos da Família Lima no último dia de Rock in Rio

Antes da banda mineira que tem um norte-americano comandando os vocais, Republica, Doctor Pheabes com participação de Supla e Ego Kill Talent foram as atrações do Palco Sunset no domingo

Publicado em 25 de setembro de 2017 | Por Julia Pimentel

Acabou. Foram sete dias de shows, muitos quilômetros de caminhada pela imensa Cidade do Rock e alguns momentos que vão ficar guardados na memória do Rock in Rio. Mas, antes da despedida e do começo da expectativa para daqui a dois anos, o domingo foi marcado pela presença do rock pesado no Palco Sunset. Mesmo a programação do Rock in Rio em 2017 não tendo um dia dedicado ao metal, ontem, o palco dos encontros teve seu público de rodinhas e camisas pretas para preencher essa lacuna. Por lá, o grande show foi o do Sepultura, que fechou o line-up do Palco Sunset em 2017 com uma apresentação enérgica que teve o contraponto dos finos violinos da Família Lima como convidada. Antes da banda mineira que tem um norte-americano comandando os vocais, Republica, Doctor Pheabes com participação de Supla e Ego Kill Talent foram as atrações do Palco Sunset no domingo.

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Sepultura

Para os que reclamaram da ausência de metal no Rock in Rio deste ano, o Sepultura foi o símbolo da voz gutural e da guitarra afiada de Andreas Kisser no festival. Pela quinta vez como atração do festival, a banda fez um show animado e intenso que empolgou a galera. Em sua trajetória de encontros inusitados no Rock in Rio, que já teve Zé Ramalho e Tambours du Bronx, em 2017 foi a vez de a Família Lima completar o arranjo heavy do Sepultura. No palco, os violinos dos irmãos gaúchos ganharam destaque, principalmente, em “Roots”, que teve bom resultado na nova melodia.

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No repertório, como bem adiantou o guitarrista Andreas Kisser à plateia, o Sepultura apresentou músicas da nova fase, assim como os clássicos do passado que nunca ficam de fora. Nesta combinação, “Arise”, “Rattamahata” e “Refuse/Resist” foram algumas das canções que empolgaram – de fato – o público sedento por um som mais pesado.

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Republica

No palco dos brasileiros que só cantam em inglês, quem ganhou mais aplausos do público foram os grandes nomes que apareceram no telão. Durante a música “Tears Will Shine”, o Republica exibiu imagens de Freddie Mercury, David Bowie, Renato Russo, John Lennon, Kurt Cobain, Janis Joplin e alguns outros ícones da música mundial.

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Por lá, a maior parte do público eram os sedentos por metal que estavam na expectativa pelo Seputura, que se apresentou logo depois. Musicalmente, o show teve a participação agregada da violinista Iva Giracca que contribuiu para o arranjo de parte do setlist.

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Doctor Pheabes & Supla

E se um médico, dois dentistas e um executivo deixassem suas tradicionais roupas do dia-a-dia de lado e assumissem uma postura de rockstar e se apresentasse no maior festival de música do mundo? Esta foi a ideia do show do Doctor Pheabes com participação do Supla. No palco, os integrantes da banda deixaram suas formações de lado e incorporaram a postura rock’n roll que teve grande contribuição de Supla para contagiar a galera.

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Pelo menos no carisma, o intérprete de “Garota de Berlim” potencializou o clima quente – em um domingo de temperaturas amenas no Rio – na Cidade do Rock. Além de seu hit que não tinha como ficar de fora da participação no festival, Supla cantou com o Doctor Pheabes outras sete músicas. A mais especial e sempre emblemática foi “Imagine”, que havia sido interpretada por Ivete Sangalo e Gisele Bündchen no primeiro dia de shows no Rock in Rio.

Ego Kill Talent

Desde cedo, o rock pesado já tomava conta do Palco Sunset. Primeira atração do último dia de festival, a banda paulista Ego Kill Talent foi responsável por esquentar o público para a sequência de shows da noite. E eles conseguiram. Na frente do palco, uma boa quantidade de rockeiros devidamente uniformizados com suas tradicionais camisas pretas cantavam e se empurravam em rodinhas ao som do Ego Kill Talent. Em cima do palco, ex-membros de bandas famosas faziam jus ao convite.

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Formada em 2014, a Ego Kill Talent reúne ex-membro do Diesel, Sepultura e Reação em Cadeia e possui um som pós-pós-grunge, influenciado por bandas como Creed e Nickelback. Ah, e claro. Além de cantar, os artistas estimularam os – já tradicionais – coros de “Fora Temer” na Cidade do Rock. Manifestação diárias nos shows do festival, o grito também não ficou de fora do último dia de apresentações no Palco Sunset.

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