Música & Badalo

Com a presença de Maria Bethânia entre os convidados ilustres, Folia Tropical tem mais um dia de celebs e clima único na Marquês de Sapucaí: “Me sinto protegido aqui”, disse Reynaldo Gianecchini

O segundo dia de camarote teve ainda show de Alexandre Pires como atração principal. Mineiro, o sambista mostrou que tem coração carioca e, inclusive, apontou suas preferências no futebol e no Carnaval do Rio. "Lá em casa a família toda é mangueirense e flamenguista. Então, eu sou bem puxa-saco do Rio de Janeiro"

Publicado em 12 de Fevereiro de 2018 | Por Julia Pimentel

Newton Mendonça, um dos sócios do Folia Tropical, Maria Bethânia e Gilda Midani

Abram alas porque o Folia Tropical teve uma noite de majestade neste domingo. Do enredo da Mangueira no ano passado para uma sala reservada no badalado camarote, Maria Bethânia foi uma das presenças ilustres ontem na Marquês de Sapucaí. Na noite que teve a verde e rosa na passarela, a cantora escolheu o Folia Tropical para curtir os desfiles do Grupo Especial e recebeu a visita e o carinho de muitos artistas da cultura brasileira – que não perderam a oportunidade de registrar o momento ao lado da menina dos olhos de Oyá. “Foi um privilégio estar alguns minutos com a Bethânia”, disse Maria Gadú.

Maria Bethânia, Maria Gadu com sua mãe, Neusa

Bethânia chegou cedo, quando a segunda escola da noite terminava de desfilar, e ficou até o fim da apresentação de sua escola do coração, a Mangueira. Animada, sorrindo, recebendo os amigos e acenando para todo mundo que a reconhecia, ela se jogou sem medo de ser feliz. Tudo do alto do terceiro andar do Folia Tropical, no maior conforto e tranquilidade, ao lado dos amigos Gilda Midani e Marcio Debellian. Um sonho assistir aos desfiles ao lado da abelha rainha da nossa música!

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Maria Bethânia no Folia Tropical no domingo de Carnaval (Foto: Divulgação)

As cantoras, inclusive, fizeram parte de um seleto time da música brasileira que compareceu ontem ao Folia Tropical a convite da turma de RPs do espaço, que inclui Léo Marçal, Pamela Cancela, Nana Karabachian e Igor Carvalho Rodrigues. Além de Maria Gadú e Maria Bethânia, Jorge Aragão, Toni Garrido, Teresa Cristina, Fernanda Abreu e Alexandre Pires foram outros nomes de nossa cultura musical que passaram pelo camarote.

Fernanda Abreu

O sambista mineiro, por sinal, foi a atração principal do Folia na noite de domingo. Apesar de ter o sotaque e o jeitinho lá de Uberlândia, Alexandre garantiu que o coração é dominado pela energia carioca. “Apesar de ser mineiro, eu gosto muito do Rio de Janeiro e da cultura musical e artística da cidade. Eu acompanho isso desde pequeno e lá em casa a família toda é mangueirense e flamenguista. Então, eu sou bem puxa-saco do Rio de Janeiro e estar cantando em um camarote da Sapucaí é uma grande alegria para mim”, disse o artista que é um dos favoritos de um dos sócios do camarote, Mickael Mendonça.

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Alexandre Pires foi a atração do Folia Tropical neste domingo (Foto: Divulgação)

Quem também dividiu esse sentimento de êxtase a bordo do Folia Tropical foi Reynaldo Gianecchini – mas este ficou longe dos palcos. Ontem à noite, o ator convocou um time de amigos de infância para curtir os desfiles e teve uma experiência ainda mais especial em uma festa que já é fã. “Carnaval é tudo muito, mas eu procuro sempre trazer essa alegria da festa. É muito mais do que a energia da pegação, que também faz parte da época. Eu estou bem tranquilinho, preferi trazer meus amigos de infância para curtir comigo”, comentou o ator que explicou o porquê do Folia Tropical entre tantas opções na Marquês de Sapucaí. “Eu me sinto super protegido aqui. É um camarote em que eu posso curtir à vontade e as pessoas respeitam o meu espaço. Mesmo no meio da galera, é super de boa acompanhar os desfiles e aproveitar o momento”, pontuou.

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Reynaldo Gianecchini no segundo dia de Folia Tropical (Foto: Divulgação)

No entanto, Reynaldo Gianecchini não foi a única celeb que quis sentir a energia da passarela do samba bem de pertinho. Pelo contrário. A frisa do Folia Tropical ontem ficou cheia de nomes badalados acompanhando as escolas do Grupo Especial. Entre eles, Débora Bloch foi uma das artistas convidadas do camarote que destacou a sensação de estar bem próximo aos componentes das escolas. “Eu gosto de estar no chão, bem pertinho para ver a bateria passar”, comentou.

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Débora Bloch no segundo dia de Folia Tropical (Foto: Divulgação)

E quando a escola passa as sensações do lado de cá da grade são as mais plurais. Tem quem se emocione, outros que ficam em êxtase e até quem prefira só admirar. “Eu adoro Carnaval como espectadora. É um show muito bonito, realmente, um espetáculo na Terra. Porém, não me imagino desfilando. Eu acho que precisa nascer com um dom para isso e eu, infelizmente, não nasci. Mas sou uma grande fã e admiradora”, disse Fernanda Gentil que, por outro lado, cogitou estreitar os laços com a passarela do samba através do Jornalismo.

Fernanda Gentil e Priscila Montandon

“Eu teria que me preparar muito para participar de alguma transmissão de Carnaval, seria um grande desafio. E muito gostoso. Mas, por enquanto, não imagino nada assim”, disse a apresentadora do Esporte Espetacular. Quem sabe um dia?

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Por enquanto, Fernanda Gentil continua curtindo do Folia Tropical, assim como Deborah Secco. A atriz, que já foi rainha de bateria da Grande Rio no passado e convidada para assumir o posto da Mocidade este ano, contou que agora aproveita apenas do lado de cá. Mas, com sua bagagem de avenida, sabe muito bem o que é honrar o trabalho de uma comunidade. “Mesmo quando eu desfilava, também era espectadora da festa. Então, a relação com o Carnaval começou de fora, de qualquer maneira. A diferença é que depois que você experimenta, passa a entender o que a pessoa que está na avenida sente e precisa passar para estar ali. Não é fácil”, disse a atriz que há dois anos é mamãe de Maria Flor.

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Deborah Secco no segundo dia de Folia Tropical (Foto: AgNews)

Outra beldade que conheceu a maternidade recentemente e marcou presença no Folia Tropical foi Juliana Alves. Mas, diferente de Deborah Secco, esta segue firme na avenida. Do ano passado para este ano, a atriz terá uma nova experiência na Marquês de Sapucaí e adiantou que será marcada por ainda mais amor ao Carnaval. Hoje, Juliana desfila como rainha de bateria da Unidos da Tijuca após alguns meses do nascimento da pequena Yolanda. “Com o nascimento da minha filha, desfilar pela Tijuca é uma demonstração ainda maior de amor pela escola”, destacou a atriz que, assim como a comunidade da Zona Norte é a sua agremiação do coração, apontou o Folia Tropical como camarote preferido na Sapucaí. “É um espaço cuidado e produzido por pessoas amigas e que eu adoro e admiro. Fora que toda vez que eu venho encontro companheiros de várias áreas. É o lugar em que me sinto melhor mesmo”, disse a rainha, que é amiga pessoal de Guilherme Barros, um dos sócios do espaço que a gente ama.

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Juliana Alves e o marido no segundo dia de Folia Tropical (Foto: Divulgação)

A gente te entende, Juliana. Afinal, é lá onde o samba e a potência da nossa brasilidade se encontram de forma única, assim como é o Carnaval em nosso calendário. “Esta é uma festa brasileira que celebra a rua e a potência do povo de se alegrar, mesmo diante de situações trágicas que acontecem”, defendeu Maria Gadú que compartilhou da opinião de Jesuíta Barbosa. “É uma extravagancia, uma folia que às vezes nem faz muito sentido. Mas, aqui no Brasil, faz todo sentido a gente ter dias durante o ano em que podemos fazer o que quisermos. Extravasar agora faz com que a gente tenha um ano bem pela frente”, explicou.

Jesuíta Barbosa no segundo dia de Folia Tropical (Foto: Divulgação)

Porém, mais do que dança e alegria, o Carnaval também é lugar de resistência e engajamento, como defendeu Chandelly Braz. Impactada após o desfile da Acadêmicos do Tuiuti, que levou a escravidão em uma atualização contemporânea para a avenida, a atriz comentou a força deste posicionamento em meio à festa. “Carnaval é festa e descontração, mas tem muita luta política também. Esse é um período de fala e de retomada de poder por parte do povo. Por isso foi tão importante ter assistido a um desfile como o da Acadêmicos do Tuiuti. Foi revolucionário o que eles fizeram na avenida. A escola não falou só de um assunto do passado, foi um desfile lindo e político que reivindicou muitas coisas”, disse Chandelly que completou dizendo que há tempos não via um desfile tão lindo. “O desfile de uma escola de samba é um acontecimento muito importante porque é feito por uma comunidade. Por trás, existe uma força popular transformadora. Foi incrível”, completou.

Chandelly Braz no segundo dia de Folia Tropical (Foto: Divulgação)

Por tudo isso, o Carnaval é hoje uma das festas mais populares e ricas da cultura brasileira. Para estes dias de folia, milhares de pessoas se dedicam durante um ano inteiro em diversas funções e fazem disso tudo um grande espetáculo. Quer dizer, o maior espetáculo da Terra. E essas dimensões ultrapassam também para além da avenida.

Tony Bellotto e Malu Mader

“Cada vez mais o Carnaval virou um grande negócio. Além de aproveitarem os desfiles, é muito legal que as pessoas também tenham conforto para curtir outras possibilidades dessa festa. Virou um evento gigantesco que, hoje, já vai muito além das escolas de samba. Mas, no fim, é a dedicação da comunidade que mantém tudo isso vivo”, analisou Malu Mader, que também marcou presença no Folia Tropical ao lado do filho e do marido, Tony Bellotto.

Deborah Secco, Reynaldo Gianecchini, Malu Mader e Léo Marçal

 

Serviço: FOLIA TROPICAL 2018
– Localizado no setor 6, no meio da avenida com 2 mil m² divididos em Frisa, Espaço Beleza, Espaço Zen, Boate, Lounge.
– Open Bar ( Vodka Absolut, Wisky Chivas 12 anos, Gin Beefather, Espumante, Cerveja Amstel, Red Bull, Drinks variados, Aperol, Cachaça )
– Open Food ( buffet Laguiole com comida o tempo todo, jantar e café da manhã)
– Transfer de ida e volta saindo da lagoa do Clube Monte Libano.
– Shows:
Domingo – Alexandre Pires
Segunda – Maria Rita
Campeãs – Zeca Pagodinho e Alcione

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