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#SaiaDaCaixa de Helen Pomposelli entra em ritmo de Carnaval e apresenta Alexia Hentsch, designer que criou looks incríveis para os dias de folia

"Amo o carnaval, é a melhor coisa do mundo, é o momento que você pode criar,  ter liberdade", contou a designer, que vive entre Londres e Rio e esteve envolvida com a criação dos figurinos da abertura das Olimpíadas

Publicado em 7 de Fevereiro de 2018 | Por Junior de Paula

*Por Helen Pomposelli

O saia da Caixa de hoje chega em ritmo de Carnaval, ou melhor, da animação carioca dos blocos de rua. Conversei com Alexia Hentsch, 36 anos, designer de moda e figurino, empresária da marca  Aqui, poesias e criações, especializada em produção de moda, que vive entre Londres e o Brasil, país de coração. Alexia foi convidada pela marca carioca Farm, entre outros colaboradores, para desenvolver uma mini coleção de Carnaval que está disponível no e-FARM e em lojas selecionadas do Rio de Janeiro, Recife e Salvador. “Eu criei oito looks que mais queria ver nas ruas cariocas”, diz.

Alexia criou peças pra minicoleção de bodies e acessórios que combinam entre si, ou podem ser usados separadamente como o Body Beijo, a Cabeça Beijo, a Cabeça Tropical , o Body Tropical Paetê, o Body Tule Chita Estelar que vem com a Pochete Tela de Chita. “Tive de trabalhar com o material que eles me ofereceram, como tule e chita, que eu cobri com paetês para fazer um dos bodies. Usei a boca como tema, além de folhas e tucanos. Fui desenvolvendo, tanto fantasias quanto adereços de cabeça”, explica a designer, que produziu o figurino da abertura das Olimpíadas e já fez coleções colaboradas de bolsas e tênis para outras marcas em Londres tal como Tênis Veja e a marca sueca de bolsas masculinas chamada Sandquist.

“Eu estudei desenho gráfico e por quatro anos trabalhei na área na revista Wallpaper. Me formei em 2003 e montei minha marca própria em 2008 chamada Hentsch Man de roupas masculinas. Durante o processo de vendas, cheguei a fazer pop up stores em Londres e em mais de cem lojas no mundo como China, Japão, Paris, Milão”, diz a designer cuja marca nasceu da necessidade de seu namorado ter peças exclusivas e Alexia começou a escolher tecidos e fazer camisas para ele.

Segundo a Alexia, manter uma empresa é bastante difícil por causa da dificuldade financeira. “É desafiador ter uma marca de moda, ainda mais fora, pois você acaba competindo com mega nomes. Aí eu cansei, depois de oito anos no mercado, fechei e vim para Brasil, onde conheci a galera da Olimpíadas, que me chamou para produzir os figurinos da abertura. Voltei depois para Europa e agora estou no Brasil trabalhando para o Carnaval. Desde então estou trabalhando entre Rio e Londres”.

Apesar da família da designer não ser da área criativa, quando perceberam que esse era o caminho dela, sempre deram o apoio necessário. “Quando eu era pequena, sempre fui muito ligada ao desenho, tanto que fui estudar em um colégio de arte. Ninguém da minha família tem veia artística mas mesmo assim sempre me apoiaram”

Para Alexia, o maior desafio é gerar dinheiro nas vendas de suas criações, pois, às vezes, ela acaba tendo que fazer coisas mais comerciais que não faria se não fosse o dinheiro. Amo o carnaval, é a melhor coisa do mundo, é o momento que você pode criar,  ter liberdade. A minha própria fantasia na hora de sair para um bloco é de maiô. Tenho orgulho de ver as minhas criações na rua. Criei uma fantasia de pirulito para mim, mas num bloco, gosto de sair de tênis maiô e purpurina na cara. Só quero me divertir”.

Conselho para o Saia da Caixa? “Trabalhar muito. Não sei outra maneira que não seja produzir. O que adianta ter uma idéia se ela não existir? Tem que fazer!

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