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Dr. Alessandro Martins, em sua coluna no site HT, esclarece dúvidas sobre procedimentos estéticos que podem ajudar a resolver a queda das mamas das mulheres acima de 50 anos

Existem vários fatores que contribuem para a flacidez na região que vão desde material genético até gravidez e menopausa. Não existe meio de prevenir este diagnóstico, mas é aconselhável que as pacientes evitem perder e ganhar peso de forma descontrolada ao logo da vida. “O objetivo é devolver o volume e o formato bonito da mama que foi perdido ao longo dos anos, respeitando sempre o biotipo da paciente, o seu desejo de resultado e uma coerência das técnicas cirúrgicas disponíveis no mercado”, explicou

Publicado em 15 de Maio de 2018 | Por Ana Clara Xavier

Uma das maiores queixas entre mulheres na faixa dos 50 anos é a queda das mamas devido à gravidade, a genética e a diversos outros fatores que contribuíram para alterar o tecido glandular. Na coluna de hoje, o dr. Alessandro Martins tira todas as dúvidas que podem haver sobre os procedimentos estéticos de correção neste local. “O objetivo é devolver o volume e o formato bonito da mama que foi perdido ao longo dos anos, respeitando sempre o biotipo da paciente, o seu desejo de resultado e uma coerência das técnicas cirúrgicas disponíveis no mercado”, explicou.

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Dr. Alessandro Martins é médico cirurgião plástico com subespecialização em reconstrução de mamas pós-mastectomia (Foto: Sergio Baia)

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As mamas de mulheres acima de 50 anos sofrem alterações em seu formato, qualidade da pele, volume e consistência devido a vários fatores. “A maioria já teve filhos e, durante a gestação, parte do tecido glandular, que confere firmeza e forma para as mamas, se transforma em gordura, que é mais mole, devido à alteração hormonal do período e à própria amamentação. Com isso, as mamas tendem a esvaziar o seu colo e a sofrer um grau de queda”, comentou. Unido a isto, as pacientes acabaram de passar pela menopausa, um período que pode alterar a densidade do peito. Além disso, pode haver influências genéticas. Se uma mulher tiver flacidez nos seios desde muito nova, com o tempo esta característica tende a aumentar. A única prevenção que pode ser feita para evitar a queda é quanto ao ganho de peso. Pessoas que engordaram muito na gestação, que mudam constantemente de peso ou tiveram muitos filhos estão mais propensas a esta ação da gravidade.

Existem dois métodos que podem ajudar a corrigir esta queda das mamas. A mastopexia ou a mamoplastia deve ser usada em casos que o peito continua volumoso. “A ideia é remodelar o tecido mamário devolvendo o colo e deixando o peito mais bonito, parecido com quando ela era mais jovem”, informou. Em outras pessoas, a substituição de mama por gordura foi tão grande que não há tecido rígido suficiente para remodelar os seios, já que o material está muito fraco. Nestas mulheres, o indicado é a mastopexia com o uso da prótese de silicone. “Não vai obrigatoriamente aumentar o tamanho do peito e, sim, devolver volume e consistência. A prótese vai funcionar como um molde, sob o qual é trabalhado a pele excedente”, completou. A escolha do tamanho do silicone vai de acordo com o biotipo da paciente e as suas preferências estéticas. O formato cônico e o anatômico –chamando convencionalmente de pêra-, por exemplo, são mais sutis e não acentuam tanto o colo quanto na prótese redonda.

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Em ambos os procedimentos, existe um excesso de pele, gerado pela flacidez, que precisa ser retirado. A remoção gera uma marca aparente chamada de ‘t invertido’. “Ao contrário do que se pensa, as próteses sozinhas não são capazes de corrigir a queda, afinal, possuem determinado peso e por isso sofrerão igualmente a ação da gravidade em uma pele já flácida. Se a epiderme não for retirada, ao longo dos anos a mama continuará caindo de forma mais acelerada, por isso a necessidade da cicatriz”, explicou. De acordo com o doutor, este sinal, normalmente, e evolui com uma boa aparência estética em pacientes de peles mais claras. “Existe um mito de que o ‘t’ oferece um risco ainda maior de queloide, que é um medo muito grande entre as pessoas que optam por esta cirurgia. No entanto, a mama não é a principal região propensa a este quadro no corpo humano. O desenvolvimento destes sinais é mais comum no tórax, orelha e parte superior dos braços”, afirmou.

Como toda cirurgia, existem cuidados pós-operatórios específicos nesta remodelação do tecido mamário. O fato de a cicatriz ser maior faz com que a mulher possua mais pontos de fraqueza exigindo ainda mais cautela. “É necessário repouso de 30 dias. A paciente não deve dirigir, fazer atividades físicas ou levantar o braço. Não pode fazer academia, pegar filhos no colo, carregar peso e serviço doméstico no geral. É necessário o uso de um sutiã específico que não possua costura, bojo, espuma e arame, pois estas estruturas podem prejudicar o resultado final e ferir o local que ainda estiver sensível”, explicou. Outros trabalhos estéticos como drenagem linfática são importantes neste período para diminuir o inchaço corporal. Os pontos são retirados, normalmente, em torno de 15 dias.

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