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Clarice Falcão fala sobre o terceiro disco, os shows em Portugal e a carreira de atriz: “Estou doida para voltar para o humor”, afirmou

A cantora está produzindo o seu terceiro álbum que vai trazer um olhar mais melancólico sobre o mundo, falando sobre angústia, depressão e outras situações que já vivenciou. Para auxiliá-la na pesquisa para o novo LP, ela está fazendo experimentos no palco em seu pocket show, idealizado, inicialmente, para se apresentar na Europa

Publicado em 16 de Maio de 2018 | Por Ana Clara Xavier

Precisamos falar da Clarice. Clarice Falcão é um modelo de mulher empoderada, culta, engraçada e muito talentosa. Na sua voz, temas polêmicos como machismo, racismo, feminismo e depressão ganham um toque delicado e, ao mesmo tempo, incômodo. Atualmente, embalada por todas estas questões, a artista está desenvolvendo o seu terceiro CD. “Este novo disco tem um olhar para dentro, um pouco mais melancólico. Fala um pouco de angústia, depressão e outras coisas que eu vivi”, comentou.

Neste novo álbum, ela vai entrar de cabeça em um tema que ainda não havia falado abertamente para a mídia. Com exclusividade para o site HT, Clarice contou que sofre com a depressão, no entanto preferiu não se aprofundar muito neste assunto já que o disco ainda está sendo produzido. “É muito difícil dizer se tive alguma crise recentemente, porque é algo que a gente entra e sai. Tenho momentos melhores e piores. Acho que é importante falar sobre isso por ser uma doença comum que devemos tratar com naturalidade”, sugeriu.

Clarice Falcão está cantando algumas canções exclusivas do terceiro disco em seus shows (Foto: Divulgação)

Apesar de ter todos os seus sentidos voltados para a confecção de seu próximo álbum, ela continua divulgando o seu segundo disco. Nos palcos, a cantora está se apresentando com um pocket show mais intimista onde resolveu unir o útil ao agradável trazendo canções inéditas de seu próximo trabalho. “Precisei diminuir o tamanho por causa da minha apresentação em Portugal, já que não podia levar a banda toda. No meio do caminho, descobri que poderia ser um ótimo laboratório para testar músicas novas e sentir a resposta do público. Peguei temas antigos e dei uma nova roupagem. Está sendo muito divertido de fazer, porque toco surdo, gaita, pandeirola, teclado, caixa, percussão e outros”, comentou. Alguns destes instrumentos podem ser uma das novidades do LP que vem por aí, mas por enquanto ela ainda está testando as sonoridades. “Estou tocando vários instrumentos que não sou especialista, já que ainda estou aprendendo. É de fato um laboratório. Me coloco em uma posição de vulnerabilidade que as pessoas gostam muito. Gosto de ver também o lado inexperiente de um artista e observar ele tentando ousar. As pessoas também gostaram”, informou.

O terceiro disco de Clarice Falcão ainda não tem data de laçamento (Foto: Divulgação)

Um dos grandes motivos que impulsionou esta experimentação foi a viagem à Europa. Clarice Falcão se apresentou nas terras lusitanas no ano passado. “Amei ir para Portugal. A recepção foi muito maneira. Eles curtem muito o Porta dos Fundos e por isso gostavam das músicas e até cantaram juntos. Foi muito divertido”, comemorou.

A cantora se tornou mais conhecida por sua atuação no canal Porta dos Fundos, onde atuava com o ex-marido Gregorio Duvivier, Fábio Porchat e muito outros humoristas. Apesar de ter saído da página no Youtube, a artista não deixa de lado a possibilidade de voltar a atuar. “Estou doida para voltar para o humor, mas gosto muito de me envolver em projetos autorais. Acho que criar isto ao mesmo tempo que estou produzindo um disco novo pode fazer com que eu não tenha um desempenho tão bom em ambos. Por enquanto, estou focando no meu terceiro LP, mas gosto muito da comédia”, garantiu.

Clarice Falcão é conhecida por ser uma mulher forte e empoderada que não tem medo de exibir as suas opiniões. A cantora sempre deixou claro o seu posicionamento favorável ao feminismo e, por isso, a mesma comemora o cenário atual de conquistas. “Acho muito importante que o feminismo esteja na moda. Temos que falar sobre o assunto até alcançarmos a igualdade salarial, a diminuição dos casos de feminicídio e violência doméstica e várias outras questões. Entendo que existam forças contrárias ao movimento, porque qualquer ação gera uma reação, afinal, a liberdade feminina incomoda os conservadores. O fato de estar sendo falado significa que conseguimos trazer o assunto à tona”, afirmou.

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