Arte & Literatura

Novo conceito comercial no coração da Zona Sul, Ipanema Harbor, foca em cultura, arte e moda e promete impulsionar a roda da economia na região

O projeto foi idealizado pela Kreimer Engenharia e possui a curadoria permanente de Victor Niskier, da ARQNISK - Niskier Arquitetos Associados. No dia 13 de março, designers, arquitetos e a imprensa serão convidados para a inauguração do espaço. Neste primeiro mês, o local exibirá uma exposição na qual mostrará aos parceiros como o empreendimento ficará no futuro

Publicado em 11 de março de 2018 | Por Ana Clara Xavier

Uma proposta moderna com uma linguagem industrial promete agitar ainda mais o coração da Zona Sul do Rio de Janeiro. A Kreimer Engenharia convidou o arquiteto Victor Niskier, da ARQNISK – Niskier Arquitetos Associados, para fazer um projeto arquitetônico que aposta em um centro comercial inteiramente montado dentro de contêineres, na Rua Gomes Carneiro, em Ipanema. O Ipanema Harbor promete ser um hotspot de cultura, arte, moda e gastronomia. O objetivo é ser um local descolado de lazer e comércio que consiga atender as necessidades de marcas e profissionais de qualquer área, desde escritórios médicos até shows de músicos. “Estamos abertos a qualquer manifestação cultural que tenha a pegada do empreendimento. A ideia é virar uma praça privada onde todos podem interagir, deixando a relação mais descontraída”, afirmou Victor Niskier, também curador permanente do negócio. A iniciativa visa atrair debates, desfiles, shows, exposições artísticas e muitas novidades.

Victor Niskier é o arquiteto por trás da Ipanema Harbor. Ele será o curador permanente do local (Foto: Divulgação)

A festa de lançamento do espaço contará com cerca de 200 pessoas entre imprensa, designers e arquitetos. O evento ocorrerá no dia 13 de março, das 13h às 19h. “Teremos duas inaugurações em paralelo neste dia. A primeira é o centro comercial, ou seja, a estrutura dos contêineres. E, por outro lado, a Harbor + | Artes, Arquitetura e Design. Nesta exposição, mostraremos aos empresários alguns tipos de estabelecimentos sugeridos e, a partir disso, como o negócio pode ficar no futuro. Por isso, pegamos o ambiente, o decoramos por um mês e, depois, abrimos para locação. A partir deste momento, o comprador pode mudar o que quiser”, explicou. Ao final da exposição, tudo será desmontado e apenas o contêiner ficará. Dessa forma, cada marca pode adaptar o espaço da forma que preferir, sendo a identidade visual de casa empresa. No entanto, para manter o Ipanema Harbor com esta cara descontraída e única, Victor também criou uma cara própria para este negócio. “Desejamos  uma unidade externa que seja descolada e funcional para que, no interior, a pessoa tenha total liberdade de fazer o que quiser. Dessa forma, a curadoria mantém o ambiente ideal e uniforme, conectando empresas diferentes”, afirmou.

Imagem do projeto de arquitetura do Ipanema Harbor (Foto: Divulgação)

A ideia para esta iniciativa surgiu a partir de um estudo da Kreimer Engenharia, empresa dona do terreno em Ipanema, pois até aquele momento, o espaço apenas servia como estacionamento. Apesar do negócio ser rentável, o grupo percebeu que não havia a necessidade de usar toda aquela estrutura para os veículos. “Neste momento de incerteza econômica, a Kreimer percebeu que era mais interessante se pensar em uma ocupação mais espontânea daquele local e de menor custo. A partir disso, a empresa me convidou para fazer este projeto”, comentou Victor. Para trazer esta característica descolada, os sócios resolveram apostar em uma tendência do exterior que otimiza o espaço ao colocar os negócios em contêineres. “Fizemos uma análise de ocupações parecidas, como em Nova York, Estados Unidos, e percebemos que este formato mais leve tinha tudo a ver com a alma do carioca”, garantiu. Estas caixas de metal são como telas em branco, podendo ser transformadas em qualquer coisa.

O grupo de arquitetos da exposição Harbor + é formado por Cristina Tuñas, David Silva, Bebel Portugal, Chris Bernardes, Livia Quintella e Victor Niskier (Foto; Divulgação)

O grupo de arquitetos da exposição Harbor + é formado por Cristina Tuñas, David Silva, Bebel Portugal, Chris Bernardes, Livia Quintella e Victor Niskier (Foto; Divulgação)

A Ipanema Harbor  já tem gente interessads. Victor adiantou: “As empresas que estão procurando por nós possuem características muito parecidas com a nossa proposta. São marcas com identidades visuais fortes e descontraídas”. O fato de haver uma conexão, mesmo que superficial, entre cada loja faz com que a roda do comércio gire mais rápido. Desta forma, o empreendimento acaba se tornando combustível que fomenta a economia na região ao apostar na coletividade. “Este é um momento de contração econômica e, por isso, as pessoas estão buscando parcerias, que são muito bem vindas. As marcas estão se aliando para se manter estruturadas e continuar funcionando. Acredito que empreendimentos coletivos serão um sucesso”, garantiu.

Imagem atual do Ipanema Harbor (Foto: Divulgação)

Esta estrutura de negócio é maleável em todos os sentidos. No Ipanema Harbor, o profissional  pode manter a sua loja por meses ou anos. “O esquema de locação será pré-pago, ou seja, a pessoa tem um vínculo mensal com o espaço. Isto gera mais flexibilidade para a empresa, com uma burocracia muito menor do que em um ponto comercial padrão”, analisou. Os espaços podem ser alugados por R$ 3 mil a R$ 6 mil. “A maior dificuldade de empreender no Brasil continua sendo a burocracia. Na minha visão de arquiteto urbanista, vejo que tudo que é novo esbarra em uma forte resistência dos órgãos competentes de licenciamentos. As ideias surgem, mas é preciso de um grande esforço para concretizá-las”, afirmou. Mas Victor Niskier está preparado para isso, afinal o seu trabalho é transformar as dificuldades em oportunidades, tendo ideias excelentes com menor custo.

 

Serviço:

Local: Rua Gomes Carneiro, 130 – Ipanema, Rio de Janeiro

Hora: 13h às 19h

Data: 13/03/2018

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