Arte & Literatura

Arto Lindsay performa na abertura da segunda fase de exposição inaugural da Carpintaria

A mostra promete experiências sensoriais e abre um espaço de diálogo entre as mais diversas expressões artísticas

Publicado em 16 de fevereiro de 2017 | Por Rodrigo Cohen

Sábado, dia 18 de fevereiro de 2017, será um dia muito especial para a Carpintaria, galeria localizada no Jockey Club no Rio de Janeiro. Naquela manhã, será inaugurada a segunda etapa da exposição “Uma Canção para o Rio”, na qual os curadores pretendem dar continuidade e desenvolvimento ao trabalho iniciado em novembro do ano passado. Os americanos Douglas Fogle e Hanneke Skerath pensaram esse evento com o intuito de explorar as artes visuais mesclando-as com a música. É embalado ao som de Arto Lindsay que os galeristas e o curadores dão as boas-vindas aos cariocas nesse espaço recém inaugurado.

Se engana quem pensa que foi por acaso a escolha dessa exposição para a estreia da Carpintaria: Os galeristas Marcia Fortes, Alessandra D`Aloia e Alexandre Gabriel – responsáveis pelo espaço – pensaram nesse novo point artístico do Rio para ser um lugar de diálogo entre todas as expressões artísticas. A exposição, por exemplo, pode ser vista em duas grandes sessões: uma delas trabalha a música em si e o som com referências óbvias à produção dela como o violão com várias caixas de som inseridas em seu corpo – uma obra criada pela dupla cubana Los Carpinteiros. Já a segunda sessão é responsável por lidar com a memória e a formação de identidade musical através das artes visuais onde podemos encontrar desde releituras de capas de álbum de Chico Buarque até frames da série que subverte personalidades icônicas da cultura pop onde Jimi Hendrix e Yoko Ono são relembrados.

Com essa ideologia em mente, a sétima arte não ficará de fora desse dia riquíssimo artisticamente com o qual os cariocas serão contemplados. A partir das 20h, os filmes “Conga Irreversible” de Los Carpinteiros e “Breakaway” de Bruce Conner serão exibidos na galeria.  Mesmo dando espaço a diversos discursos diferentes, Fogle e Skerath não acreditam que a Carpintaria sirva para criar uma tese sobre a relação entre as artes, mas sim para abrir um espaço para as conexões entre elas.

As obras que podem ser encontradas a partir de sábado na galeria são a seleção de trabalhos de mais de 20 artistas entre nomes nacionais e internacionais, nomes muito conhecidos do público como Martin Creed, Hélio Oiticica, Nuno Ramos, Barrão, Rivane Neuenschwander e artistas que ainda estão em ascensão no mundo artístico e valem a pena serem conhecidos. Todas ajudam na mesma proporção a criar um espaço onde a relação entre o som e o concreto podem ser sentidos e conectados com as experiências pessoais e emotivas de cada um.

A entrada para esta exposição que vai além da observação e promete experiências sensoriais é gratuita. Ela fica disponível até o dia 25 de março de 2017 e a galeria Carpintaria está com as portas abertas de terça à sexta, de 10h às 19h, e aos sábados – com exceção da inauguração – de 10h às 18h.

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